ConchitaCafé recomenda:


Agenda de shows de final de ano da nossa voz pop, Lia Sophia:

 Dia: 7/12 próxima terça, véspera de feriado estarei no
Local: Maricotinha
Hora: 22h
Ingressos: R$ 10
Tocando um pouco de música autoral misturada a uns covers, além de mostrar inéditas que estarão no próximo disco.

Dia 10/12 (sexta) farei um show beneficente para fazermos um natal mais feliz para crianças de uma comunidade carente em Barcarena
Local: Caravelas Recepções
Hora: 20h
Ingressos: Um brinquedo

Dia 18/12 (sábado) segunda edição do Baile BregaChic
Local: Bar Teatro Vitrola
Hora: 22h
Ingressos: R$ 15 (c/ nome na lista apenas r$ 10 )
Informações/lista: 8119-8733 ou bailebregachic@yahoo.com.br
Convidados especiais: Felipe Cordeiro e Mauro Cotta

O Verbo é Amar e o adjetivo é Lia Sophia

Visita Especial: Lia Sophia*


"Me experimento como compositora, faço parcerias, descubro um caminho de como produzir um disco, os arranjos musicais, a escolha de repertório e aprendo muito..."



ConchitaCafé – Desde o inicio de sua trajetória profissional na música, já foram três álbuns lançados. Para o público que ainda não conhece o seu trabalho, gostaria que você descrevesse para eles, o que podem encontrar em cada um dos repertórios musicais. Como você mesma os distingue?
Lia Sophia - Meu primeiro álbum Livre é um trabalho de descobertas e experimentações. Me experimento como compositora, faço parcerias, descubro um caminho de como produzir um disco, os arranjos musicais, a escolha de repertório e aprendo muito com todas as novidades que o primeiro trabalho trás consigo. E toda essa liberdade, que faz juz ao nome do disco, me trouxe muitas alegrias. A música Eu Só Quero Você, composição minha, Velhos Sonhos de Mapyu e Nilson Chaves e Boca de Débora Vasconcelos, bastante executadas nas rádios em 2005, ainda são as mais pedidas nos meus shows. Já o segundo disco Castelo de Luz, é um trabalho autoral, onde também fiz a produção e alguns arranjos. É um trabalho onde ponho em prática todas as descobertas e aprendizado adquiridos nos 4 anos que separam este do primeiro. Ele tem um conceito bem definido, desde as letras até os arranjos e os instrumentos com os quais gravamos, trazem em si uma pegada jazzística remetendo as Big Bands dos anos 60. Esse álbum recebeu diversos elogios da crítica especializada, inclusive do grande Nelson Motta, o que me deixou muito feliz, principalmente, por ser um trabalho autoral. O meu terceiro Cd Amor Amor, aconteceu de maneira despretensiosa. Em 2006 fiz um show para homenagear meus pais com as canções que eles ouviam durante a minha infância, dentre elas alguns bregas e boleros. Esse show foi um sucesso! Daí surgiu a idéia de registrar a releitura de grandes clássicos do Brega paraense dos anos 80 nesse álbum. Que apesar de ter sido lançado em maio, já o considero um grande sucesso.

"...destaco sim, o Brega como a música paraense que abriu as portas das rádios...".

ConchitaCafé - Há uma favorável disposição por produções musicais que identificam e valorizam os elementos sonoros próprios de cada cultura, num esforço de mostrar o que há de melhor no seu estado, região ou país. Com o seu recente álbum “Amor, Amor”, que nos apresenta uma releitura de canções do universo do brega, produzido na região norte, você nos afirma que este ritmo é o que melhor tem o paraense em termos de música ?
Lia Sophia - Não, absolutamente! Estaria sendo desonesta com outros gêneros que tão bem nos representam musicalmente. Por exemplo, o carimbó, que é o pai dos tambores e influencia desde os regionalistas até os rockeiros. Mas destaco sim, o Brega como a música paraense que abriu as portas das rádios, na década de 80, para a nossa música em geral. Se hoje as minhas composições e de outros artistas paraenses tem esse espaço, inclusive no cenário nacional, devemos isso aos clássicos bregueiros.

"...o álbum "Amor Amor", além de ser uma forma de mostrar um pouco o que ouvi na minha infância, passou a ser uma homenagem a todo esse movimento".

ConchitaCafé - Você imprimi no álbum “Amor, Amor” uma interpretação cheia de personalidade especialmente, pelo arranjo ousado que você garantiu às canções. Com sua voz e talento instrumental e com composição, as alternativas musicais para você são amplas. Nos revele os principais motivos que te fizeram decidir pela musica brega neste novo trabalho.
Lia Sophia - A intenção primeira não era essa mas, me apaixonei por esse tema. Depois do show "Amor Amor Amor", quando fui pesquisar mais sobre o Brega, pude perceber a importância desse movimento pra toda a música paraense e o quanto esses artistas foram e são discriminados até hoje, apesar de toda a contribuição que deixaram. A partir das minhas pesquisas e descobertas sobre o assunto, o álbum "Amor Amor", além de ser uma forma de mostrar um pouco o que ouvi na minha infância, passou a ser uma homenagem a todo esse movimento.

"não faço nada que outras mulheres não façam diariamente".

ConchitaCafé - Talento e beleza poderiam, para muitos de seus fãs, definir Lia Sophia. De que forma você trabalha a sua imagem a serviço de sua arte ?
Lia Sophia - Ah, não faço nada que outras mulheres não façam diariamente. Pelo contrário; acho que faço coisas que a maioria até evitaria (risos). Comer muito, por exemplo, malhar pouco. Isso tudo é verdade, mas estou brincando. Para os shows sempre tomo cuidado na produção do figurino, cabelo, maquiagem, acho que o público merece uma boa imagem no palco. Mas no geral, sou bem tranqüila com isso.

ConchitaCafé – Se você não morasse no Pará e não fosse cantora, onde te encontraríamos e fazendo o que ?
Lia Sophia - Onde estaria não sei, mas com certeza estaria trabalhando em alguma ONG com menores carentes ou idosos. Sei que ainda vou fazer alguma coisa nesse sentido com a minha arte e mesmo com a Psicologia, na qual tenho formação.

ConchitaCafé - Uma musica que você gostaria de ter feito ?
Lia Sophia - Ah, é tão difícil escolher uma!! Mais vou citar algumas que são maravilhosas: Desafinado (João Gilberto), Detalhes (Roberto Carlos), Olhos nos Olhos (Chico Buarque)...







Muito mais sobre Lia Sophia, você encontra por aqui:http://www.liasophia.com.br/ www.twitter.com/liasophia140 www.myspace.com/liasophiacastelodeluz http://fairtilizer.com/users/liasophia Orkut perfil Lia Sophia e Lia Sophia II

Próxima entrevista: o fotojornalista Paulo Santos

Por quais transformações a Amazônia passou nas últimas três décadas? Quais imagens da Amazônia ganharam o mundo?
Interpretar e reconhecer, através de imagens, o modelo de desenvolvimento econômico e o processo de ocupação da Amazônia são alguns dos objetivos do mais recente trabalho, do experiente fotojornalista Paulo Santos: "Amazônia - Estradas da última fronteira".
Paulo Santos, que pratica um fotojornalismo sólido, cobrindo questões sociais e relacionadas ao meio ambiente, será a próxima visita o ConchitaCafé. Na entrevista, além de nos falar sobre o processo de concepção do projeto "Amazônia - Estradas da última fronteira", também conheceremos as impressões e relação que ele mantém com a fotografia.

Aproveite !


O "Verbo" é profissional e o Adjetivo é J. Bosco

Visita Especial: J. Bosco*

“Claro que o Brasil é um país sério”.

ConchitaCafé - Há uma critica sobre as charges de hoje, serem, em sua maioria, meramente ilustrativas dos fatos do dia (tendendo ao politicamente correto), havendo poucos jornais apresentando charges de opinião, que garantam ao leitor a oportunidade de realizar uma quarta leitura de uma realidade, além da manchete, da notícia, do editorial. Sobre este aspecto, qual a crítica que vc faz sobre seu próprio trabalho como cartunista, apresentado ao público de um dos jornais de maior circulação na região ?
JBosco - As charges sempre marcaram presença nos grandes jornais, pelo fato da sua força como formadora de opinião. Na verdade o que está acontecendo com alguns chargistas é a correria pelo imediatismo, sair na frente, dar furo. Isso é bobagem; acabam esquecendo a quarta leitura. Eu posso dizer que o único chargista que te deixa com várias opiniões é o chargista Angeli da Folha de São Paulo. Ele produz um trabalho que não se perde no tempo, trabalha com o comportamento dos personagens, não costuma retratar políticos, fazer piadinhas. Acho isso mais seguro. Na época da ditadura o conteúdo era mais vibrante, além do risco, talvez o quadro repetitivo de corrupção que nós vivemos hoje, não ajude em nada (risos).

“Um bom chargista deixa sempre uma pitada de dúvida no ar”.

ConchitaCafe - Sabemos que a charge pode ser, e é utilizada pela mídia capitalista, para influenciar a leitura dos governos. Para o profissional, cabe o desafio de ter ou não sua opinião. No caso da charge política, de que maneira realizar um trabalho que além de bom, esteja do lado certo ?
JBosco - Toda empresa jornalística não consegue sobreviver sem algum governo, seja de esquerda ou direita. Por isso, acaba se tornando capitalista, vive dos grandes anunciantes que ás vezes tem alguma ligação com governos. Assim como o editor que mantém a linha do jornal em sintonia com os donos, o chargista não difere de nada. Não podemos fazer colocar a carroça na frente dos bois (risos). O que ocorre é a saída inteligente do chargista. Nessa hora você tem que pensar duas vezes, saber comer pelas beiradas. Fazer um trabalho que nas entrelinhas sua mensagem caiba certinho na opinião do leitor, sem agredir A ou B, não usar sua raiva fundamentalista para mudar a situação. Em outras palavras: quem manda no jornal é o dono, somos apenas empregados. A charge política só precisa de uma boa construção, sem agressão verbal. Um bom chargista deixa sempre uma pitada de dúvida no ar. Quando ela gera uma discussão significa que foi bem construída.

“Fazemos uma bela reciclagem da podridão para sobreviver nesse país fedorento”.

ConchitaCafe - O Brasíl é um pais bem humorado ? Brasil não é um país sério, conforme afirmou Do Gaule ?
JBosco - Hahahahaha...Claro que o Brasil é um país sério. De Guale apenas não entendeu o espírito da coisa. Vivemos num mundo de fantasia, de lerdeza total, das maravilhas políticas, dos reajustes dos aposentados, da educação sem educação, das tendências musicais que vão do nada a lugar nenhum, dos poderosos do crime organizadíssimo, da alienação da cultura de massa, dos jogadores que falam muito bem o português. Queremos forum privilegiado para o pobre povo brasileiro, que vem sendo perseguido por políticos corruptos e que usam a máquina para atropelar o zé povinho. Isso é engraçado pros chargistas, que vivem desse lixão, revolvendo como carapirá. Fazemos uma bela reciclagem da podridão para sobreviver nesse país fedorento.

“Meu dia a dia é a busca, por isso acho que falta muito coisa”.

ConchitaCafe - Nos falar um pouco sobre como isto tudo começou e o que ainda falta você realizar ?
JBosco- Aos 8 anos de idade já rabiscava os livros, os cadernos, na escola gostava de desenhar os professores feios,não me arriscava desenhar as professoras. Esse dom veio do talento do meu avô, professor catedrático em desenho no Paes de Carvalho, Sr.Carlos Custódio de Azevedo. Artista plástico renomado aqui e na França. Minha influência no desenho de humor, veio da Hanna-Barbera, seus personagens me encantam até hoje. Gosto muito de cinema, Tim Burton é uma grande referência. Tenho 48 anos de idade, 27 de carreira desenhado dia e noite. Já construi um patrimônio que muita gente não leva á sério: FAMÍLIA. Meu dia a dia é a busca, por isso, acho que falta muito coisa. Quando estiver velho gagá, sem poder tomar um vinho, levantar os braços e gritar no papel, aí estarei realizado, com um nome na lápide. Enquanto não chegar esse dia, vou dando entrevistas (risos).
"Tudo isso teve um custo muito alto: a disciplina do conhecimento...”.

ConchitaCafe - Além das charges, de qual outra maneira o humor esta presente na sua vida ?
JBosco - Vivo muito bem de humor financeiramente, graças as minhas neuroses, hipertensão arterial, gastrite, minha lassidão causada pelo volume de glicose alta no sangue por causa do sedentarismo, minhas dores lombais da prancheta; minha nova amiga, a LER, chegou junto com a miopia e astigmatismo. Não sei contar piada, sou um cara sem graça e ridículo quando esboço uma piada, meus amigos me acham podre nessa hora. Levo o humor a sério desde pequeno, quando não quis cursar uma faculdade e resolvi entrar no jornal pra ser alguém na vida. Tudo isso teve um custo muito alto: A disciplina do conhecimento, coisa que está em extinção.

*João Bosco Jacó de Azevedo, natural de Belém do Pará, é jornalista, cartunista,chargista do jornal O Liberal, caricaturista, ilustrador. Colaborou com O Pasquim, Veja, Você S/A, Bundas, Diário do Nordeste, Correio Braziliense, Tribuna do Ceará, A Província do Pará, Jornal PQP. Cartunista têm vários prêmios nacionais e internacionais, participa de salões de humor no Brasil e no exterior, entre eles os da Bélgica, Itália, Japão, Turquia, Iugoslávia, Rússia e Irã. J.Bosco tem dois livros publicados, um de charges sobre o governo Itamar - "A insuportável lerdeza do ser" - outro de cartuns de humor negro "Qual é a graça".

Vamos ver ?














Trabalho e diversão podem ser conferidos, mais, aqui:

http://jboscocartuns.blogspot.com/
http://jboscocaricaturas.blogspot.com
www: chargeonline.com.br
www: worldcartoonists.blogspot.com

J.J Jackson in live - Baiacool Jazz

Baiacool Jazz Club foi palco, nos últimos dias 05 e 06, para uma noite charmosa e vibrante em Belém. Com o vozerão de JJ Jackson e toda a musicalidade de Robenare Marques (piano), Magrus Borges (bateria), Marcos Puff (saxofone) e Minni Paulo (Baixo), todos sentamos na cadeira de blues. Registrado por Conchita Café e nas lentes de Rodolfo Braga.

Confiram:
" O blues é bonito por que é simples e real.
Nem pervertido, nem refletido.
Não é um conceito, é como uma cadeira.
Não o desenho de uma cadeira, mas a primeira cadeira.
A cadeira é feita para sentar, não para olhar e apreciar.
E a gente senta naquela cadeira de blues..."
(John Lennon)

"Nascido no Arkansas - EUA, aos 30 anos de carreira, grande parte dela vivida no Brasil, J.J.Jackson é um dos grandes intérpretes da música americana. Canta com a alma e um sorriso no rosto. Quando sobe no palco, incendeia a platéia com sua voz e carisma. J.J.Jackson é um negro magro, alto e iluminado. Com visual elegante a la Ray Charles, porta-se com um estilo muito marcante: dá a mão para alguns presentes, faz pose, piada, brinca com os músicos e provoca a platéia.

Desde os 15 anos, Jackson vive da música; na sua longa estrada dividiu palco com grandes artistas consagrados como BB King e Lightinin Hopkin. Seu primeiro grupo chamava-se Rocking Teens, tinha entre seus integrantes Jimi Hendrix. Participou como compositor e intérprete de diversas trilhas de novelas, como "Bebê a Bordo", "Vamp", "Salvador da Pátria", "Rainha da Sucata", e outras, além de jingles para grandes marcas do mercado nacional.

O seu trabalho no Brasil rendeu-lhe no dia 31 de março de 2001, o título de "Personalidade Brasileira 500 Anos" pelo Conselho de Honrarias e Méritos do Brasil, em cerimônia realizada no Teatro Municipal de São Paulo, ao lado de grandes nomes da cultura nacional. O seu último CD, "Jackson and Special Friends", é uma homenagem a todas pessoas importantes de sua vida. Neste CD, participação especial para a faixa "You Are So Beatiful", com a honrosa participação de Nuno Mindelis.

Das gravadas em estúdio vale ressaltar o gospel chamado "Take me Home", um coral de 24 vozes a capela. Entre as cancões que apresenta em seus shows está "Back in São Paulo", composição própria, dedicada a cidade que mora no seu coração. Ao lado de "Hey Blues", também autoria de Jackson, são as interpretações que mais esquetam a platéia. "Liitle Wing", música do ex-parceiro Jimi Hendrix, surpreende e encanta os fãs. Os Roling Stones também ganharam versão acústica em "Simpathy For The Devil".

Em 2002, o artista manteve-se afastado dos palcos, preparando, um trabalho distinto de tudo que já havia realizado, “Momento Acústico” , surgiu marcou uma fase em que decidido a "fugir do elétrico - eletrônico" e estimulado por amigos a tirar da gaveta suas próprias composições, Jackson e o maestro Saulo Cruz, desenvolveram um projeto com participação de um quinteto de cordas: viola, contrabaixo acústico, violoncelo e dois violinos, além de violão, piano e percussão".
Queira saber mais em: http://www.jj.jackson.nom.br/
Fotos: Rodolfo Braga (otaoda@yahoo.com.br)

O Verbo é EnCantar e o Adjetivo é Juliana Sinimbú


Visita Especial: Juliana Sinimbú

"Caramba, eu gosto muito de viver."


Conchita – Maysa disparou: “Se eu nunca pergunto às pessoas se elas são felizes e tranquilas, por que insistem em me fazer sempre essas mesmas perguntas ?". Que não te façam que pergunta ?
Juliana Sinimbu – Primeiro um beijo de “oi” pra começar bem o papo ! E agora respondendo: sinceramente acho que de perto ninguém é normal, é por essas e outras que acho que temos de vestir a camisa também das nossas limitações, pra poder assumi-las e falar com destreza e diplomacia de cada uma. Pode perguntar! =) Se tiver categoria a gente se sai bem até sobre o que a gente não quer falar. E quando é pra chorar, a gente chora no ombro dos queridos! Até pra não deixar constrangimentos.
Conchita - Começamos bem !

"o plano é realmente que até os meus projetos mais loucos e
auto-satisfatórios tenham sucesso".

Conchita – Consideram você um dos novos talento da música paraense, especialmente pelo seu timbre de voz distinto e seu repertório apurado. Quais seus projetos de trabalho que ainda vão dar certo ?
Juliana Sinimbu – Bom, o plano é realmente que até os meus projetos mais loucos e auto-satisfatórios tenham sucesso. Importante mesmo é ter o pé no chão pra lidar com todas as possibilidades de sim e de não. Mas eu espero imensamente que o meu primeiro disco que está em fase de pré-produção, já me abram muitas portas dentro da cena. O resto é trabalho... devagar e sempre ! Com capricho e paciência.

"Floriano e Felipe Cordeiro... Tynnôko Costa...
Renato Torres... Pio Lobato e Ed Guerreiro"

Conchita – Me fala sobre a afinidade com os gêneros musicais que você canta, sobre a parceria com os músicos e compositores que te acompanham; sobre o que te compõe cantora e promissora.
Juliana Sinimbu – Bom, eu tenho o samba entranhado em mim desde a barriga da minha mãe, se bobear. Mas depois que comecei a atuar profissionalmente na música, tive de abrir o leque. Hoje eu gosto de cantar tudo o que me toca, por mais vaga que seja essa afirmação. Já se foi o tempo de ter preconceitos com alguns ritmos. Às vezes a beleza está na simplicidade ou no que o gênero tem de melhor.Basta saber extrair e se livrar de alguns rótulos que teimam em conferir títulos a “boa música”. Quanto às parcerias, fui agraciada com várias. No início de tudo, fui acompanhada pelos violonistas Floriano e Felipe Cordeiro, aos quais eu sempre serei grata. Agora tenho dois trabalhos consolidados, um bem diferente do outro: um com o maestro Tynnôko Costa, que é bem mais clássico e outro com a Banda Clepsidra, onde o lance é mais nervoso e psicodélico. O Renato Torres (compositor e vocalista da banda Clepsidra), eu sempre digo ter sido um presente pra mim, pois é um cara que além de me acrescentar musicalmente, porque manja e trabalha com os estilos mais variados de som, é uma pessoa que acredita na parceria, tanto na música como na vida. Dentre os trabalhos mais alternativos, estou com uma parceria com o Pio Lobato que é um cara musicalmente sensacional, e vira e mexe, canto acompanhada do Ed Guerreiro (guitarrista da Banda Madame Saatan), que é um músico muito talentoso e versátil.
"Sou filha, neta, namorada, amiga e leonina"

Conchita - É comum que os fãs, idealizem seus artistas, achando que suas vidas são tão interessantes quanto seus trabalhos. Como é Juliana Sinimbu, sem idealizações ?
Juliana Sinimbu – Pode ser até mais normal que as próprias pessoas que idealizam (risos). Sou filha, irmã, neta, namorada, amiga, leonina. Tenho minhas ambições, muitas inseguranças, gênio forte, mau humor de manhã, TPM braba, minhas frivolidades , minhas cafonices, meus sonhos (que são muitos), quando invento de ser amiga eu sou mesmo, amo os meus cachorros, gosto de horóscopo, de cinema, de livros, de escutar música o dia inteiro (e às vezes a mesma música), sou mulherzinha, tenho lá a minha consciência, tenho medo de muito escuro, gosto de maquiagem, de arte, de vinho, saquê e caipirinha, amo comer, não gosto de malhar (mesmo que esteja tentando criar uma disciplina), sou apaixonada, tenho ciúmes, não janto, tomo café da noite.Enfim, se fossemos listar as minhas “corriqueirices” a gente passaria o dia inteiro conversando.
"...quando se faz o que se ama, não tem jeito".

Conchita – Outro dia mesmo estava ouvindo você... “...de samba - samba em som de vai vem“. A impressão, seguida de curiosidade foi: consolas tantos ouvidos. O que te anima e consola ?
Juliana Sinimbu – Que bom saber que de alguma maneira o meu trabalho é sensorial.... esse é o plano...yes !!! Bom, muitas coisas me animam. Principalmente o fato de poder viver. Caramba, eu gosto muito de viver !!! De poder estar aqui na terra tendo mais uma chance de poder desfrutar da sorte que Deus me deu de ter uma família linda, amigos, cachorros, enfim e também de melhorar como pessoa, por mais presa que eu fique em algumas besteiras. Minha mãe sempre me ensina que por mais que existam outras chances, é bom a gente pensar que aqui é uma única oportunidade e fazer por nós.... pois o que vem de volta são consequências..... é, eu sou “amamãezada. E quanto a consolo, a música me consola de muitas coisas. O fato de poder trilhar um caminho do jeito que a gente almeja sempre é difícil e desanimador, mas quando se faz o que ama, não tem jeito.

"...mas acredito que a tendência é se desprender dos cds.
Isso dá conversa pra muito tempo".

Conchita - Tens intensidade/frequência de trabalhos e relacionamentos na cena musical paraense. Qual tua avaliação sobre a estrutura de promoção e apoio à cultura artística local ? Juliana Sinimbú - eu acredito que intensidade de trabalhos depende muito também da procura do artista, já que vivemos de promoção pessoal. Quanto a estrutura de promoção, nunca é fácil, mas é importante que se pense que assim também acontece numa carreira executiva, na qual você tem de subir degraus dentro de uma empresa...devagar e sempre. São poucos os que têm grandes facilidades. Entretanto, existem algumas empresas que são grandes incentivadoras da cultura fonográfica paraense. Quanto a estrutura de promoção do trabalho, atualmente a cena independente está dominando, é fato, e dentro dessa cena, existem fatores bons e ruins pra se avaliar, mas acredito que a tendência é se desprender dos cds. Isso da conversa pra muito tempo (risos). Porque se formos parar pra pensar... asfáricas de vinil voltaram..."será que isso é coisa de geração ?" (como outro dia me perguntou o amigo Felipe Cordeiro).

Conchita – como está tua agenda de labuta ? Onde podemos sentar, encontra os amigos, beber e te ouvir ?
Juliana Sinimbu – Sim, vamos lá! : todas as terças-feiras no bar Veneza , a partir de 21h - Chopps a R$ 0,99; quintas – feiras no Boteco São Matheus, a partir das 21h, com Renato Torres e Arthur Kunz. Às sextas no Teatro-Bar Vitrola com o Maestro Tynnoko Costa. E sempre que quiserem saber de mais coisas, entrem na minha comunidade do Orkut , que sempre tem agenda nova. "Mana , rola avisar que dia 04 de junho vou fazer um show na Pça. da Trindade, às 20h, com entrada franca.



Para mais de Juliana Sinimbú, linkem:
Juliana Sinimbú (Orkut, Twitter, Facebook)
(Myspace)
(Fotolog)


Conchita* - Edit Piaf disse: "Eu tinha uma necessidade desesperada, quase mórbida, de ser amada, ainda mais porque eu sentia que era feia, ruim, não tão amável". E parafraseando: Juliana Sinimbú* cantou: "Meu coração não se cansa de ter esperança de um dia ser tudo que quer ..." (Caetano Veloso).
*(entrevista via e-mail)